terça-feira, 25 de janeiro de 2011

LUZ DA RAZÃO

A disputa humana é notória em determinados seres; seja por sobressair de alguma forma sobre outras pessoas, para provar sua capacidade ou competência (isso a meu ver é algo positivo, pois dá munição para se entrar com força total nas batalhas e na certeza de doar o máximo de si para ganhá-las), talvez por egoísmo exacerbado ou pela ânsia de poder, especialmente se concentra na falta de amor da humanidade em geral, e isso nos leva a questionamentos diversos sobre os valores morais, dentre os mais básicos quesitos de moralidade, disciplina e altruísmo aos quais nos ensinaram.
Imaginar que nossos filhos irão conviver com esse desamor que tende crescer a cada evolução e que em cada conquista serão bombardeados, até pelos mais próximos em conseqüência de suas vitórias e méritos, nos faz temer e nos preocupa. Temos que nos esforçar por acreditar que o meio não os influenciará; como a teoria que Kant sempre defendeu; que ante qualquer princípio de moralidade eles possam agir sempre sob a ‘Luz da razão’, que nunca coloquem o outro ser humano como ‘meio’, não este meio espacial e social, mas excluir sempre a usura do outro como ‘caminho’ para atingir seus objetivos; instruí-los a somar forças em seus talentos distintos que Deus deu a cada um, para que unidos sejam mais construtores e vencedores; nunca visando apenas o bem estar único, egoísta, mas o que podem conquistar doando e recebendo ombros amigos; que fiquem felizes não apenas com o sucesso próprio, mas com o que com seu auxílio, empenho e união possam construir em união com os outros que igualmente querem uma chance, um espaço e o sabor da vitória. O que nos consola é saber que mentes jovens teem um potencial de memorização espetacular, e temos a certeza que o que transmitimos sempre será lembrado em cada circunstância boa ou ruim de suas vidas e acreditar que ainda há esperança para esse mundo egoísta, injusto, violento e sórdido. Crer piamente que o ser humano acordará em determinado momento e todos os seres irão se esforçar por serem mutantes do bem, fazendo a diferença para um futuro melhor.
Nossa vida é constituída de altos e baixos e precisamos estar preparados para ambas as situações, mas o que realmente intriga são as injustiças, a energia negativa que nos transmitem involuntariamente. E sabendo que quando os nossos "altos" suplantam os "baixos" e se nos tornamos pessoas de algum sucesso, é indispensável que entendamos que o mesmo não acontece com todos os demais e que devemos manter a humildade característica dos vencedores e principalmente dos filhos de Deus. Conosco agüentamos. Mas e com nossos filhos? Ser loquaz a respeito de nossa própria vida pode ser muito perigoso, levando em conta que nunca conhecemos direito as pessoas que nos rodeiam. Mas apesar disso, dessa inconstância do surpreendente em si, muito mais prazeroso para nós é cumprir a lei do descer após estar no alto, metaforicamente falando, no sentido de nunca perder nossa essência verdadeira independente dos ganhos que tivermos; demonstrar nobreza e caráter genuíno através de atitudes de simpatia, generosidade e humildade. Atos de arrogância e prepotência sim, estas podem fazer ruir os nossos sonhos e nossa credibilidade e admiração que os outros possam perceber em nós, ou por nos obsequiar, agindo como plagiadores da mesma forma daqueles que veem em nós uma afronta ou ameaça.
Hoje são raros os sentimentos de lealdade, altruísmo e generosidade; valores dizimados dia após dia pela falta de credibilidade, pela hipocrisia dos que almejam notoriedade, pela competição desleal, ainda que passando por cima, prejudicando e criticando virtudes de muitos, quando o que os move é a admiração ou desejo, cobiça por estar em seus lugares. Resta-nos resignarmos e nos ater em todas as problemáticas que nossas vidas nos expõem dia a dia. Muitas vezes o silêncio oportuno é mais eloqüente que qualquer discurso!

By Cris

Um comentário:

glicelda disse...

oi amiga pacei para te dar um beijo